7 de março de 2012

AS DOUTRINAS DA GRAÇA E A PAIXÃO PELAS ALMAS DOS HOMENS

Porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos" (Romanos 9.3)


A preocupação com a salvação dos outros não é anulada pela crença naquilo que chamamos “As Doutrinas da Graça”. Tal preocupação não diminui por crermos na soberania divina, na predestinação e na eleição. Muitas pessoas demonstram intensa antipatia às idéias expressas nestes últimos vocábulos. Recusam-se a aceitá-las, porque, em suas mentes, tais idéias estão associadas ao conceito de indiferença apática. Estas pessoas dizem que, se a predestinação é verdadeira, conclui-se que um homem não pode fazer nada por sua própria salvação; se tiver de ser salvo, ele o será, não podendo fazer coisa alguma para isso, nem ele nem qualquer outra pessoa precisa se importar com isso.
Mas isto não é verdade; eu o provarei mediante o fato de que o próprio Paulo, o grande porta-voz dessas doutrinas nas Escrituras, pronunciou essas palavras de interesse e amor ardente, em favor da salvação dos outros, vinculando-as intimamente às passagens em que ele ensinou as doutrinas da graça. Volte os seus olhos a algumas frases anteriores a Romanos 9.3 e encontrará a própria passagem sobre a qual muitos tropeçam. “E aos que predestinou” — muitas pessoas estremecem ao ouvir essas palavras — “a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30).
Apenas um pouco depois de Paulo ter proferido essas palavras, das quais muitos pretendem inferir a idéia de que, crendo nelas, o homem não precisa se preocupar com a sua salvação ou com a salvação dos outros, vieram aquelas palavras cheias de paixão que constituem nosso versículo texto. E isso não é tudo, pois você encontrará logo em seguida, o texto onde Paulo falou sobre Esaú e Jacó, afirmando que Deus estabeleceu uma diferença entre eles, antes mesmo de nascerem, e onde disse, a respeito de Faraó, que Deus o havia levantado para demonstrar o Seu poder e declarar o Seu nome em toda a terra. “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” Algumas boas pessoas chegam a estremecer diante da inferência que lhes parece inevitável de uma linguagem como esta. Mas eu digo que esta inferência deve estar errada, pois o homem inspirado, que proferiu essas palavras, apenas alguns momentos antes havia pronunciado as palavras de nosso versículo texto.
E, sempre que você perceber que seu coração ou o coração de um amigo está propenso a fugir desses grandes ensinamentos das Escrituras divinas, com relação à soberania e a predestinação, então eu oro para que você não discuta sobre isto, mas que se volte a esse texto bíblico, expresso em linguagem de tão grande preocupação em favor da salvação dos outros, de forma tão intensamente cheia de paixão, que os homens se admirarão e certamente dirão que tais palavras não podem significar o que elas realmente dizem. O problema é que neste caso, e em muitos outros, tiramos inferências sem fundamento dos ensinamentos da Palavra de Deus e jogamos todo o nosso ódio para com essas inferências sobre as verdades que delas extraímos. Ora, qualquer coisa considerada como verdade, a favor ou contra a doutrina do apóstolo acerca da predestinação e da soberania divina na salvação, eu afirmo que isto não torna um homem indiferente à sua própria salvação e à salvação dos outros; este não foi o efeito sobre Paulo, e entre essas duas grandes passagens encontram-se as maravilhosas palavras de nosso versículo texto.

Por: John A. Broadus, via: monergismo.com; adaptação para o blog: rev. Ronaldo P Mendes

24 de fevereiro de 2012

PASTORES COM O CASAMENTO DESTRUÍDO

O pastor corre o grande risco de cuidar dos outros e descuidar do cônjuge. O pastor corre o grande risco de dar especial atenção a todos os que o procuram e não dar atenção especial à própria família. O pastor corre o risco de ser um marido ausente e insensível às necessidades emocionais da esposa.

Há muitos pastores que vivem de aparência. Pregam sobre casamento, mas estão com o matrimônio destruído. Aconselham casais em crise, mas não aplicam os mesmos princípios ao seu próprio relacionamento conjugal. Há pastores que pregam uma coisa e praticam outra. São amáveis com os outros e amargos com a esposa. São tolerantes com as ovelhas e implacáveis com os filhos. Há pastores que são anjos no púlpito e demônios dentro do lar.

Esse abismo entre o púlpito e o lar descredencia o ministro, desqualifica o ministério e tira o pastor a unção para exercer com fidelidade e eficácia seu pastorado. Se o pastor não é bênção dentro de casa, será um fracasso em público.

O primeiro e mais importante rebanho de um pastor é sua própria família. Nenhum sucesso no ministério compensa o fracasso familiar. A família do pastor é a sustentação do seu ministério. A palavra de Deus diz que aquele que não sabe governar a sua própria casa não está apto a governar a igreja de Deus (cf 1Tm 3.5). Noé foi o maior evangelista de todos os tempos. Pois, embora não tenha conseguido levar ninguém para a arca, levou com ele toda a sua família. Há muitos pregadores que são instrumentos para levar muita gente à salvação, mas perdem a sua própria família. O sacerdote Eli foi reprovado por amar mais a seus filhos do que a Deus. Mesmo assim, dedicou tempo aos outros, mas não cuidou dos próprios filhos (1Sm 2.12-17,22-36). O pastor vive constantemente sob a tensão das coisas urgentes e importantes. Ele, de forma constante, é solicitado para atender o urgente e, às vezes, sacrifica no altar do urgente o que é verdadeiramente importante. Cuidar da família é algo importante. Cuidar dos filhos é tarefa importante. Muitas vezes, o pastor corre atrás das coisas urgentes e esquece-se de cuidar da sua própria casa.

Há muitos pastores com a família arrebentada emocionalmente. São delicados com as ovelhas e insensíveis com a família. São amáveis no púlpito e rudes dentro de casa. São ternos com os filhos dos outros e ferinos com seus próprios filhos. Há muitos filhos de pastor amargurados e até revoltados pela maneira como são tratados pelos pais. Eles nunca têm tempo. Estão sempre acudindo os outros, ouvindo os outros e assistindo os outros, mas nunca dedicam tempo para conversar com os próprios filhos. Há muitas mulheres casadas com pastores que vivem em uma imensa solidão, e há muitos filhos de pastor que são órfãos de pais vivos.

Os pastores precisam resgatar, urgentemente, a prioridade de cuidar da família. A igreja é uma bênção e precisamos aprender a amá-la e cuidar dela como a menina dos olhos de Deus, mas não podemos fazer isso em detrimento da própria família. O melhor caminho é que toda família ame o ministério e trabalhe unida e coesa no sentido de apoiar o ministério pastoral. Quando a família do pastor vê a igreja como rival, isso traz grandes transtornos para o pastor e também para a igreja.


 

Extraído do livro: “De: Pastor A: Pastor” - Rev. Hernandes Dias Lopes - Ed.Voxliteris - Resumo e adaptação para o blog: Rev.Ronaldo P Mendes.

16 de fevereiro de 2012

UMA VOZ NA MULTIDÃO

"O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim..." (Deuteronômio 18:15)

Existem pessoas sem as quais não conseguimos viver: um médico atencioso, um professor paciente, um amigo que nos confronta com verdades dolorosas quando precisamos ouvir.

O povo de Deus não podia viver sem um profeta como Moisés. Ele era o porta-voz de Deus, revelando a Israel algo que nenhuma feitiçaria ou adivinhação seria capaz de revelar: a vontade de Deus.

Mas Moisés não estaria por perto para sempre. Deus apontaria outros para declarar sua vontade: Elias, Isaías, Jeremias e muitos mais. Porém, nenhum deles falaria “face a face” com Deus como Moisés (Êxodo 33:11).

Apenas um profeta chegou mais perto de Deus: Jesus Cristo. Sendo o próprio Deus, Cristo veio do céu para declarar a verdade divina na terra. E depois de voltar aos céus, Jesus enviou seu Espírito para guiar seu povo à verdade (João 14:25-26; 15:26; 16:7-13).

Muitos líderes se levantam dizendo falar em nome de Deus. Porém, apenas uma voz que se distingue na multidão pode ser ouvida sem medo. Jesus é o único profeta. Ele é o caminho. Não podemos viver sem Ele. Por meio do Espírito, Deus também declara que somos justos perante ele, em Jesus. Esta é a verdade, vinda da boca de Deus para nossos ouvidos.

“Se alguém ouvir a minha voz... Aquele que tem ouvidos, ouça...” (Jesus).



Fonte:lpc.org.br, adaptação para o blog: rev.Ronaldo P Mendes

20 de janeiro de 2012

O QUE SIGNIFICA OBEDECER AO IDE DE CRISTO?

 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus-28.18-20)
Após Sua ressurreição, o Senhor Jesus aparece aos discípulos dando a eles suas ultimas instruções (28.1-20). Eles deveriam levar ao mundo a mensagem de salvação. Fazendo isso estariam contribuindo para o crescimento da igreja de Cristo.  Ela deveria http://www.sermao.com.br/sermoes/A_Igreja_foi_criada_para_crescer/A Igreja foi criada para crescerSermão OnlineElaeeeeeeee crescer em qualidade de vida, em intimidade com Deus, na oração e em santidade e no caráter de Cristo. Eles tinham uma missão: fazer discípulos! E a igreja hoje tem esta missão: “ide e fazei discípulos de todas as nações”. Não é uma sugestão, é uma ordem do Senhor Jesus. Devemos observar que para a igreja crescer ela precisa obedecer ao ide de Jesus. Mas o que significa esse “ide” de Jesus?  A Bíblia nos ensina que:

1) Obedecer ao ide é pagar um preço  (1Pe 1.18-19;Mt 28.19)
Jesus, o exemplo - Olhemos sempre para Jesus. Ele pagou o alto preço para realizar a obra da redenção e fundar a Sua Igreja. O apóstolo Pedro fala que o custo do resgate pago por Cristo, para a nossa redenção foi altíssimo: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe 1.18-19).
O ide não é fácil, mas é ordem (Mt 28.19):ide por todo mundo” – Paulo continuou a obra obedecendo ao ide e disse: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele,”(Fp 1.29). Paulo teve diversas dificuldades para pregar o Evangelho. Ele enumerou para os coríntios esse padecer: “Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.” (2Co 11.24-27).
A rejeição e escárnio do mundo é também um preço a pagar – Jesus, após ter ensinado sobre Sua divindade, Sua autoridade sobre a vida e a morte, os fariseus disseram: “… Ele tem demônio e enlouqueceu; por que o ouvis?“(Jo 10.20). Hoje não é diferente. Se nós obedecermos ao ide, iremos ouvir palavras de desprezo. Mas não devemos olhar para isso, precisamos lembrar que fazemos isso para o Senhor: “… fazei tudo para a glória de Deus.”(1Co 10.31).


Para continuarmos a obra de Cristo precisamos pagar o preço da renúncia, do sofrimento, da injúria e da entrega total da nossa vida ao Senhor. Para toda realização há um preço a ser pago. Paulo teve um ministério frutífero e vitorioso. Este ministério vitorioso foi marcado por muitos problemas: “Porque, chegando nós à Macedônia, nenhum alívio tivemos; pelo contrário, em tudo fomos atribulados: lutas por fora, temores por dentro” (2Co 7.5). Para toda vitória há um problema. O verdadeiro cristianismo tem cruz. Então tomemos nossa e morramos para o mundo! Este evangelho que muitos apresentam hoje é fácil de anunciar, pois ele é agradável aos ouvidos distantes de Deus. Um “evangelho” amigo dos pecadores que não tem coragem de dizer sobre o pecado, mas anunciam promessas fictícias enchendo a esperança de pessoas desavisadas. Se pregarmos verdadeiramente o Evangelho de Cristo, seremos rejeitados por muitos. Então devemos pregar este Evangelho, pois ele é de Cristo! Ainda vemos que a Bíblia nos ensina que:

2) Obedecer ao ide é ter um alvo certo a seguir (Mt 28.19)
Os discípulos de Jesus e o alvo (Mt 28.19) – “Fazei discípulos de todas as nações” – Em todas as nações deveria haver discípulos de Cristo. Essa é a ordem. A igreja seguiu este princípio. Mas é importante destacar o objetivo: a glória do Senhor. Jesus disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”(v.19).
A glória de Deus é o objetivo da igreja - Se você não souber para onde está indo, você poderá chegar a lugar nenhum. Precisamos, portanto, ter alvos claros e definidos. Paulo dizia: “prossigo para o alvo” (Fp 3.14).
Para todo alvo a ser atingido há oponentes. Jesus para alcançar o alvo do seu ministério suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo (“Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma.” - Hb 12.3). Conosco não é diferente bem como no ministério da Igreja. O nosso alvo é a santidade de Deus. A nossa visão é missionária. E na busca destes alvos teremos que enfrentar oponentes. E o primeiro oponente a ser vencido são os meus pecados e limitações. Há oponentes internos e externos, espirituais e materiais, visíveis e invisíveis. Para todo alvo há sempre, pelo menos, um oponente.


Temos um alvo, a glória do Nosso Deus e Senhor Jesus Cristo. O Senhor disse que a igreja deveria ensinar sobre Deus, fazendo discípulos. Mas muitas vezes nossos pecados tentam tirar nossos olhos do alvo. O mundo também tenta tirar nossa atenção. E satanás, como tentou Jesus, também tenta o Seu povo a errar o alvo. 
E por fim,  vemos que a Bíblia nos ensina que:
3) Ao obedecer ao ide é recebemos a recompensa (Mt 28.19)    
A recompensa no presente (v.20)“Eis que estou convosco” – Jesus em Seu nascimento foi chamado de Emanuel “Deus conosco”. E agora Ele promete estar com Sua igreja até o fim dos tempos. A igreja tem a responsabilidade de anunciar ao mundo o Senhor Jesus. Mas ela não faz isso sozinha, Jesus está conosco. Como? Veja: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim”(Jo 14.26). O Espírito Santo fala através da igreja. Uma das maiores recompensa da igreja é saber que Cristo esta no meio dela dando forçar pra caminhar!
No trabalho do Senhor há recompensa - A Bíblia afirma que “o nosso trabalho no Senhor não é vão” (1Co 15.58). Se desempenharmos bem a nossa tarefa, ouviremos da boca de Deus, o seguinte elogio: “muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25.21). Esta é a maior recompensa que alguém pode receber: “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva.” (2Co 10.18). Um elogio assim motiva-nos a gastar a vida fazendo a vontade de Deus. Ele é o Deus que recompensa. Lembre-se: “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos” (Hb 6.10).


Não espere elogios de homens faça para o Senhor. Deus te dará a recompensa no momento certo. Seja fiel a ele e trabalhe!


Para a igreja crescer ela precisa obedecer ao ide de Jesus. Mas O que significa obecer ao ide de Cristo? é “pagar um preço” – Não é fácil servir ao Senhor Jesus. Devemos abrir mão de nós mesmos. Seremos rejeitados e humilhados, mas temos que obedecer. Significa ter “um alvo certo a seguir” -  Este alvo é Jesus e sua glória, mesmo que venha oponentes, temos que glorificá-lo. Mas nossa trabalho não é em vão, pois obedecer ao ide significa que de Deus “é recebemos a recompensa”- A presença de Cristo e a glória futura.            
Trabalhemos com Deus e para Deus, pois Ele já trabalha por nós. Porque “desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Is 64.4).

Por Rev. Ronaldo P Mendes

6 de janeiro de 2012

O COLAPSO DA SOCIEDADE

O profeta Miquéias fez um diagnóstico da sociedade do seu tempo. Dois mil e setecentos anos se passaram e os problemas identificados naquele tempo parecem ser os mesmos. Os tempos mudaram, mas o coração do homem é o mesmo. Os mesmos problemas que levaram a nação de Judá ao colapso, ainda hoje ameaçam a nossa civilização de uma bancarrota. Que problemas são esses?

1. A exploração dos pobres pelos ricos (Mq 2.1,2) - Os ricos imaginavam a iniquidade no coração em seus leitos e à luz da alva o praticavam, porque o poder estava em suas mãos. Eles cobiçaram campos e os arrebatavam. Cobiçavam casas e as tomavam. Eles faziam violência aos pobres ao criarem leis e sistemas de opressão para assaltar o direito do pobre. Eles faziam as leis, manipulavam as leis, escapavam das leis, porque se colocaram acima das leis. Todo o sistema econômico agia em benefício dos poderosos. Os pobres não tinham vez nem voz. Eles viviam oprimidos, amordaçados, perdendo seus bens, suas famílias e até mesmo sua liberdade.

2. A corrupção dos políticos inescrupulosos (Mq 3.1-3) - A classe política de Judá havia se corrompido a tal ponto de Miquéias chamá-los de canibais. Eles comiam a carne do povo, arrancavam a pele e esmiuçavam os ossos. Eles aborreciam o bem e amavam o mal. Em vez dessa liderança política conhecer e exercer o juízo agia de forma draconiana oprimindo o povo, cobrando impostos abusivos para ostentar seu luxo nababesco. Quando o injusto governa o povo geme. Quando a injustiça prevelece, a nação se desespera.

3. A injustiça clamorosa do poder judiciário (Mq 3.11) - Não apenas a classe política havia naufragado no mar profundo do lucro imoral, mas também, o poder judiciário que deveria fiscalizar com justiça os atos do governo também havia se capitulado à sedução da riqueza ilícita. Miquéias diz que eles davam as sentenças por suborno. Eles não julgavam conforme a justiça nem pelo critério da verdade. Os pobres não tinham chance de defender sua causa, porque os juízes eram subornados e as sentenças eram compradas.

4. A decadência generalizada da família (Mq 7.6) - A decadência da sociedade de Judá procedia do palácio, passava pelo poder judiciário e descia à estrutura familiar. As famílias não eram mais redutos de reserva moral, mas campos de guerra. O conflito havia se instalado dentro da própria família. Os filhos desprezavam os pais, as filhas se levantavam contra as mães, as noras se levantavam contra as sogras, e os inimigos do homem eram os da sua própria casa. A família em vez de ser uma contra cultura numa sociedade decadente, era o espelho dessa sociedade. O mal que estava destruíndo a nação estava instalado no núcleo mais íntimo da nação, a família.

5. A apostasia galopante da religião (Mq 3.11) - A religião judaica devia ser como um facho de luz no meio da escuridão da idolatria pagã. Os judeus tinham a Palavra de Deus. Eles eram o povo da aliança. Eles foram escolhidos por Deus para ser luz para as nações. Mas, em vez do povo de Deus influenciar o mundo, foi o mundo que influenciou o povo de Deus. A religião deles tornou-se contaminada pelo fermento do lucro. Seus sacerdotes ensinavam por interesse, os seus profetas adivinhavam por dinheiro. O amor do dinheiro e a ganância pelo lucro fácil corrompeu-lhes a alma e fê-los cair nas teias insidiosas da apostasia.

Esse não é apenas o diagnóstico de uma sociedade remota, esse é o retrato da sociedade brasileira. Não podemos nos calar. Não podemos nos conformar. É tempo de nos levantarmos e agirmos!



Por Rev. Hernandes Dias Lopes, via: lpc.org.br, adaptação para o blog: Rev.Ronaldo P Mendes

15 de dezembro de 2011

O NOME DE DEUS EM VÃO

“Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”(Êxodo 20.7).


Deus advertiu seu povo a não tomar seu nome em vão. Ele não queria apenas proibir a linguagem profana. Ele também desejava advertir-nos contra o tomarmos em vão seu nome sobre nós mesmos, de modo que nossa vida fale enganosamente a respeito dele. Esse mandamento também diz respeito a nós, a igreja.

Hoje, muitas igrejas estão doentes. Confundimos o crescimento egoísta com crescimento espiritual. Confundimos mera emoção com adoração verdadeira. Valorizamos a aceitação do mundo e não a aprovação de Deus, uma aprovação que é geralmente outorgada a uma vida que sofre oposição da parte do mundo. Apesar de seus perfis estatísticos, muitas igrejas de nossos dias parecem desinteressadas pelas marcas bíblicas que devem distinguir uma igreja que tem vida e cresce.

A saúde da igreja deve preocupar todos os cristãos, especialmente aqueles que são chamados para serem líderes da igreja. Nossas igrejas devem manifestar a Deus e o seu glorioso evangelho às demais criaturas. Devemos trazer-lhe a glória por meio de vivermos juntos. Essa importante manifestação é nossa suprema responsabilidade e privilégio tremendo.



Livro: O que uma igreja saudável? (Mark Dever), resumo e adaptação para o blog: rev. Ronaldo P Mendes.

9 de dezembro de 2011

OS ESCÂNDALOS DO NATAL

“A loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana...”
1 Coríntios 1:25


Todos os dias ouvimos sobre escândalos que envolvem o governo, líderes de igrejas e celebridades. Há tanto escândalo por aí que os humoristas, especialmente na televisão, nem precisam pesquisar muito para elaborar suas tiradas engraçadas e cheias de ironia.

O Natal está chegando, e há quem pense que os escândalos podem ser esquecidos nesta época em que se relembra a fascinante história de uma criança que nasce de maneira humilde numa manjedoura. Mas, se removermos camadas de tradição e romantismo, encontraremos eventos que envolvem, aos olhos de todos, vergonha e desonra.

Uma jovem prometida em casamento aparece grávida; um sacerdote fica mudo por não acreditar no poder do Deus; uma criança tem que nascer numa estrebaria e ter por berço um cocho para alimentação dos animais; um rei manda matar crianças abaixo de dois anos de idade. Mas não nos ofendamos com isso! Afinal, Deus revela sua graça de maneira misteriosa. O apóstolo Paulo nos ensina que o evangelho parece ingênuo quando julgado pelos padrões da sociedade. Essa “loucura divina”, contudo, é a verdadeira sabedoria, e realiza maravilhas. Através dos “escândalos” do Natal, o Deus Eterno tornou-se gente como nós para nos salvar do pecado e da morte.



Fonte: lpc.org.br, adaptação para o blog rev. Ronaldo P Mendes
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